Um exemplo para a história na luta contra a praga do racismo: Demba Ba

Um exemplo que servirá para fortalecer a batalha contra a praga do racismo, foi dado hoje (8) no universo do futebol, no jogo PSG (França) e Istanbul (Turquia) pela Liga dos Campeões. O senegalês Demba Ba, jogador do time turco, encarou o quarto árbitro, o romeno Sebastian Coltescu, acusando-o de ter usado frases de cunho racista para dedurar um componente negro da sua comissão técnica, ao árbitro central da partida. Motivou os dois times a abandonarem o campo.

Segundo a imprensa, o jogo estava apenas com cerca de 15 minutos do primeiro tempo, quando um jogador do Istanbul foi punido por cometer uma falta. Ao perceber a reclamação da comissão técnica do time que não concordou com a marcação, o quarto árbitro chamou o juiz principal Ovidiu Hategan e apontou para o banco de reserva dizendo: “Aquele preto ali. Vá lá e verifique quem é. Aquele preto ali. Não dá para agir assim“. As frases foram reproduzidas pelo Portal GE.

De repente alguém pode está se perguntando: o que há de tão importante para comemorar nisso? – Eu respondo: a voz do preto que testemunhou a ofensa do árbitro considerada racista, teve o poder de finalizar uma partida importante de uma Champions League. Não era um jogo qualquer. Decidia a vaga do Grupo H. E isso mandou um recado para o mundo: NÃO VAMOS MAIS TOLERAR O RACISMO.

Já aconteceram vários casos de racismo no futebol. Mas a bola continuou rolando. Essa foi a primeira vez na história que os times abandonaram o campo em protesto. Que sirva de exemplo para, ou extirpar definitivamente esse crime cruel e desumano, ou que haja encerramento da partida sempre que se repetir esse ato.

Para os que ainda acham que essa questão é ‘mi mi mi’, que racismo não existe, Demba Ba, gritou hoje aos quatro cantos que, todos nós, independente da cor da pele, devemos ser tratados iguais. “Você nunca diz esse cara branco, você diz, esse cara. Então por que você está mencionando “cara preto“? Você tem que dizer esse cara preto? Por quê?” – E se o branco racista não quiser entender isso por educação, terá que entender pela força da união dos pretos e pretas (como fizeram os jogadores ao abandonarem o campo, por exemplo) e pela aplicação da lei.

Comprovado o crime, esse árbitro terá que ser exemplarmente punido. A UEFA (União das Associações Europeias de Futebol) que até já se manifestou em sua conta no Twitter, não poderá cruzar os braços e fingir que nada aconteceu. O episódio (protesto do jogador) viralizou rápido. E pode-se dizer que já virou um marco mundial contra o racismo.

De acordo com relatos da imprensa que fazia o jogo, Neymar e Mbappé, ambos do PSG, também se posicionaram contra a atitude do quarto árbitro. Imagens do canal Esporte Interativo, mostram momentos do tumulto e os dois times deixando o gramado do estádio Parque dos Príncipes.

Confiram o vídeo…

*Crédito da Imagem: Reprodução/JC Santana

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