Racismo: sua derrocada só acontecerá, quando houver consciência humana


Quando será que a sociedade vai entender que nenhuma pessoa é melhor ou pior que a outra, por conta da pigmentação da sua pele? Afinal, caráter, não tem cor.

A barbárie que muitos de nossos irmãos negros já sofreram e continuam sofrendo no dia a dia, seja aqui no Brasil, nos EUA, ou em outras partes do mundo, é lastimável. A história nos mostra isso. Há anos a imprensa (e mais recentemente também as redes sociais) vêm registrando atos de violências e mortes. E o próprio Poder Judiciário, tem em seus arquivos milhares ou milhões de ações impetradas pelas vítimas e ou por seus familiares. Algumas solucionadas, outras não.

Não bastasse a crueldade da época da escravidão, centenas de anos após sua abolição, ainda nos deparamos com cenas terríveis e desumanas, sendo cometidas contra essa etnia. Se isso pode mudar? É possível. Basta as pessoas se conscientizarem e agirem como seres evoluídos.

A diferença entre o período escravocrata e o atual, é que: à aquela época, o negro torturado por seus ‘senhores’, não tinha direito a se rebelar. Hoje, ao contrário, (não tem mais os senhores) pode-se indignar, manifestar, gritar e, mais importante, reagir e ir à luta. E olhar para um branco não mais como o seu senhor, mas sim, como seu semelhante. Mesmo alguns deles não aceitando que seja assim.

Além disso, hoje existem leis nos garantindo o direito de igualdade, enquanto seres humanos. Pós sabemos que na pirâmide sócio/econômica, no Brasil, por exemplo, onde a população negra representando mais da metade de seus habitantes, a disparidade é abissal.

Por aqui, o poder impera nas mãos de uma minoria de brancos. Alguns por méritos, outros nem sempre. Mas principalmente, porque eles sabem se organizar para obtê-lo. Na minha concepção, só acontecerá uma equação nessa regra, quando houver uma verdadeira consciência humana entre pretos e brancos. E, principalmente, mais união dos pretos em prol de sua causa.

As torturas sofridas pelos nossos ancestrais e os direitos usurpados deles lá atrás, devem servir hoje, de bússola para nos indicar o caminho para a conquista do nosso Porto Seguro. A vitimização tem que dá lugar à uma luta diretiva, verdadeira e salutífera.

O povo negro é um ser inteligente e tão capaz quanto o branco. Então, se souber usar seus dons para definir estratégias assertivas, será possível refazer essa história. Basta fazer direito o dever de casa. Mostrar sua personalidade e sua veia criativa, ao invés de às vezes, ficar choramingando, à espera de que alguém (o Estado) venha reparar os infortúnios do passado.

Sinceramente, não acho que seja utopia pensar numa integração étinica na direção de dirimir esse apartheid camuflado que existe por aqui. Particularmente, até hoje eu nunca sofri nenhuma injúria racial, pelo menos que tenha me abalado. Mas, existem vários irmãos e irmãs que já foram vítimas. As estatísticas estão aí para comprovar.

E o que temos que fazer quando isso acontecer? Reagir. Sim. Reagir de uma maneira que o(a) autor(a), sinta na alma o mesmo abalo e, pela dor ou por amor, não queira mais repetir esse dolo.

Quase parafraseando o nosso Luther King, que cerda vez proferiu: “A mais urgente pergunta a ser feita nesta vida é: o que fiz hoje pelos outros“? Eu, sugiro à você, homem e mulher brancos que guardam aí em seus corações, alguma semente daninha do preconceito racial… Façam-se a seguinte pergunta e já emendem com a resposta: – O que farei por mim, hoje? Deixarei de ser racista.

*Crédito da Imagem: Capri23auto/Pixabay

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