Rachel Maia: Uma CEO para se inspirar

Nascida no bairro de Jordanópolis, zona sul da capital paulista, Rachel Maia, 48 anos, é um desses exemplos que merece destaque, não apenas por ser mulher e negra (o que por si só, já é digno de reverência), em se tratando de um mercado de trabalho, onde os cargos administrativos, ainda são predominatemente machista. Mas no caso dessa paulistana, o que enseja um destaque, para que sirva de inspiração, é a sua determinação e personalidade para chegar onde chegou.

Atualmente, Rachel é CEO da Lacoste Brasil. Mas sua trajetória, começou cedo. Filha caçula de um ex-funcionário da extinta Vasp (seu Antônio começou como faxineiro e chegou ao cargo de coordenador da companhia), ainda adolescente, tomou a iniciativa de procurar o primeiro emprego para conseguir pagar seus últimos anos no ensino médio, em um colégio particular. E conseguiu um estágio no Banco do Brasil.

Mas seu sonho era ser comissária de voo. Chegou a tirar sua licença na Escola de Aviação Congonhas (Eacon), sendo aprovada em duas companhias, aos 21 anos. Porém, seu pai sugeriu que ela abortasse essa ideia e fosse para faculdade. Mesmo contrariando sua vontade, ela obedeceu. Por gostar de números, fez Ciências Contábeis na FMU.

Daí, começou trabalhar como controller na 7-Eleven. Após sete anos de empresa, ao sair, usou o dinheiro para estudar inglês no Canadá. Ao retornar ao Brasil, foi contratada pela Novartis, como senior business controller. Anos depois foi morar em Maimi e Nova York, onde fez aperfeiçoamento em business executive.

Era só o começo de uma trajetória profissional de sucesso. Novamente de volta à sua terra natal, foi contratada pela joalheria Tiffany & Co, onde passou de CFO à CEO. Também foi CEO na Pandora, fez curso em Harvard, etc.

Como CEO de grandes marcas, Rachel revela ter como clientes várias personalidades mundiais, que preferem ser atendidas por ela. Disse também, que por gostar de pessoas, nas empresas ela busca sempre trabalhar linkada com os RHs. “Pessoas felizes fazem coisas felizes e conseguem reverberar. As infelizes não conseguem. Como CEO, é preciso prestar atenção no que acontece ao seu redor, saber quais são as informações genuínas e quais vão trazer transformação. Não podemos viver correndo. É importante parar, refletir, avaliar, escutar. Me classifico com uma boa maestra: saber as qualidades de cada um, misturar e fazer com que aquilo gere uma música harmônica.”

Numa bela entrevista (clique no link a seguir e confira a matéria na íntegra) para Carol Sganzerla, do Portal Forbes, publicada em 13/11, Rachel abre o coração e conta sua inspiradora trajetória profissional, fala de vida familiar, aventuras amorosas, etc.

Confira mais uns trechos, no vídeo abaixo.

Foto e Vídeo: Forbes

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