Qual deles governou Cruz das Almas, nesses dias?

Pela Constituição Federal, Art. 80, quando o presidente da República se ausenta do País, por exemplo, quem assume a presidência, automaticamente é o vice-presidente. Porém, na ausência temporária de ambos (prazo inferior a 15 dias), o cargo é assumido pelo Presidente da Câmara dos Deputados. Ato que é amplamente divulgado.

Já no caso especificamente dos municípios, quem define essa regra, possivelmente é a Lei Orgânica. Mas, o ritual da linha sucessória é semelhante. Quando o prefeito e o vice-prefeito estão viajando simultaneamente. Ou, se um esteja viajando e o outro doente, por exemplo, o Presidente da Câmara de Vereadores, é quem responde pela prefeitura.

Porém, em dois momentos, nesses primeiros 5 meses de governo em Cruz das Almas, o prefeito Ednaldo Ribeiro e seu vice André Eloy, viajaram juntos pelo menos uma vez à Brasília e ficaram por lá, (se não me falha a memória) durante os dias 23, 24, 25 e 26 de fevereiro. Também, agora em maio, o chefe do Executivo retornou à capital do país, entre os dias 25 e 28 (se o período novamente estiver errado, corrijam, por favor). Mas, desta vez, sem Eloy, que estava em isolamento social, acometido pelo Covid-19.

Em ambas as ocasiões, porém, não se foi dada nenhuma publicidade oficial, sobre quem estaria gerindo os destinos do município. Pela lógica, deveria ser o presidente do Legislativo, no caso, Thiago Chagas.

Também, não se ouviu (pelo menos, eu não notei) nenhuma manifestação, nem na própria câmara de vereadores, nem na imprensa, muito menos na sociedade local.

Será essa (des)ocupação temporária do cargo tem alguma importância, de fato. Realmente causa algum impacto, seja socio-econômico, ou de qualquer outra natureza para o município e sua população. Ou não passa de uma mera formalidade do rito da Lei?

De impactante mesmo seria, possivelmente, essa geração cruzalmense vê, pela primeira vez, a sua Terra, de imensa parcela da população preta, ser governada, ainda que interinamente, em seu posto maior, por um filho igualmente preto.

Mas, tudo indica, o Chagas não foi o prefeito em exercício nesses dois períodos. Porquê, inteligente como é, certamente ele teria carimbado a sua marca na gestão, durante esses dias em que tivesse a caneta executiva às mãos.

Exceto a observação acima, alguém aí percebeu alguma outra diferença no cotidiano do município, por conta desse, digamos assim, ‘ato falho‘. Ou como se diz na gíria… ‘passou batido’?

– Eu mesmo só notei o que descrevo no contexto, provavelmente por força do hábito do ofício!

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