Planos de Saúde: justiça é favorável às operadoras e contra os usuários

Após denúncias sobre reajustes abusivos praticados pelas operadoras dos planos de saúde e, atendendo pedido da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), resolveu suspender a liminar que limitava o aumento do plano pessoa física em apenas  5,72%.

Com isso, os clientes continuarão sofrendo com overdoses de preços, como já vem ocorrendo há anos. Pior ainda, é a liberdade dada à todas as operadoras, para elevarem os percentuais dos planos empresariais e por entidades de classes, à níveis bem mais absurdos. E mesmo assim, nem sempre prestam serviços de qualidade.

Por sua vez, a ANS que deveria proteger os usuários, aparenta andar de mãos dadas com as operadoras, permitindo à elas, agirem como quiserem. Pouco ou nada faz, para inibir essas aberrações. Pesquisas apontam que milhões de pessoas cancelaram seus planos, por não terem condições para continuarem pagando.

As explicações fornecidas para justificarem as alegações das detentoras dos planos, sobre os altos custos do segmento, não convencem os clientes. Principalmente num país, onde o serviço de saúde pública é horrível, com gente sofrendo e as vezes até, morrendo nas filas de espera e nos corredores dos hospitais e postos de atendimentos.

Já o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), que constantemente vem denunciando esses abusos, lamentou a decisão do TRF-3 e diz estudar a possibilidade de entrar com outros recursos, baseado em indicativos do Tribunal de Contas da União, que aponta erros nos cálculos.

A pergunta que fica é… de que lado está, a justiça deste país?

 

Créditos da Imagens: Idec

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