Pesquisa releva: pequenas empresas não conseguem empréstimo

O Congresso aprovou e o governo sancionou (mesmo com veto), a linha de crédito denominada Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), que permite à esses empreendedores irem aos bancos tomar empréstimo para enfrentarem a crise causada pelo coronavírus. Mas, na prática, parece não está funcionando.

A medida que seria uma especie de socorro financeiro, limitada a 30% (exercício base 2019) do faturamento bruto da empresa, ao que tudo indica, está agonizando nos corredores humilhantes da burocracia. Pelo menos, é assim que sentem os lojistas que tiveram suas reivindicações rejeitadas pelas instituições financeiras.

Pesquisa online realizada pelo Sebrae/FGV entre abril e o começo deste mês e publicada pelo portal Sebrae ontem (29), aponta que 84% desses empreendedores tentaram, mas até agora não conseguiram nenhum centavo. De um total de 6,7 milhões de pequenas empresas que foram em busca do empréstimo, apenas 1 milhão obtiveram êxito.

“[…Nos países desenvolvidos, existem políticas de crédito a juros zero porque os pequenos negócios são essenciais para o funcionamento do sistema econômico. No Brasil, o crédito continua caro e burocrático. Em cada sete pequenos negócios que buscam empréstimo em banco só um consegue…]”, contextualiza Carlos Melles, presidente do Sebrae.

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Principais obstáculos

Segundo a publicação, o levantamento indicou os principais obstáculos colocados pelos bancos para não liberarem os créditos: restrição no CPF, negativação no CADIN/Serasa, não ter garantia e falta de avalista.

A pesquisa (clique aqui para visualizar o infográfico) ouviu 7.703 pequenos empreendedores nos 26 Estados e no Distrito Federal.

Num momento grave como esse, em que esses microempresários não dispõem de recursos para tocarem seus negócios, bem que os bancos, principalmente os públicos, deveriam flexibilizar essas linhas de créditos.

Enquanto isso não acontece e, à medida do possível, essas empresas estão procurando se adaptar à nova realidade promovida pelo Covid-19. Boa parte delas está recorrendo pela primeira vez ou intensificando estratégias via internet, redes sociais e aplicativos para tentarem tocar seus negócios.

O isolamento social impactou duramente o comércio. E no momento, só está sendo permitido a abertura parcial de alguns segmentos, apenas por meio período. Sem dinheiro, muitos donos de estabelecimentos de diversas áreas, estão dispensando funcionários e vários outros tiveram que encerrar suas atividades.

*Créditos das Fotos

Foto Destaque: StockSnap/Pixabay

Foto 2: TimKvonEnd/Pixabay

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