Pato e outros jovens a partir de 16 anos, vacinados… não é no Brasil

Não é novidade pra ninguém, o quanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), era devoto do então presidente dos EUA (Estados Unidos da América), Donald Trump (Republicano). E assim como o americano, o brasileiro desdenhou do coronavírus, desde o início. Por eles, povo vacinado… só sob protestos.

Por conta disso e da falta de consciência de uma parcela da sociedade (aglomerando-se), estamos pagando um alto preço, com o agravamento da pandemia por aqui. Em números atualizados do próprio Ministério da Saúde (em 5/4), chegamos a 13.013,601 de casos confirmados, com 332,752 óbitos e 100% dos nossos municípios infectados.

Enquanto isso, a imunização de rebanho para população, caminha a passos de tartaruga. Até o momento, apenas as pessoas em grupos de riscos e os profissionais da linha de frente, teem sido imunizados. Algo em torno de 9% dos habitantes. – Até quando continuaremos assistindo vidas de todas as idades, serem interrompidas diariamente, aos milhares? Talvez, só Deus, tenha essa resposta.

Por vacilo, arrogância e negacionismo, o governo perdeu grandes oportunidades de adquirir o imunizante nos primeiros momentos em que os laboratórios convidaram para negociações. Ao invés de sentar-se às mesas com essas empresas, o presidente optou por comprar e insiste em propagar a tal cloroquina e os chamados ‘tratamentos precoces‘ sem nenhuma comprovação científica.

Agora estamos aí, nesse drama e catástrofe humano, com centenas de milhares de mortos, milhões de pessoas infectadas, milhares de empreendedores amargando prejuízos em seus negócios e outros milhões de cidadãos passando fome. Sem a vacina, infelizmente o que percebemos é uma nítida piora nesses cenários, a cada dia.

Enquanto isso, os vários países que ouviram a ciência e saíram na fresta na aquisição do remédio certo, já estão com níveis de imunização bastante avançada. É o caso de Israel, que desde o mês passado já havia vacinado praticamente toda sua população em idade apropriada. Esta semana, foi a vez de os EUA, que o atual presidente, Joe Biden, prometeu vacinar em média, 2 milhões de americanos por dia, já vem dando esta resposta positiva ao mundo.

Vários Estados Americanos já anunciaram imunização para seus habitantes a partir dos 16 anos de idade. Um exemplo disso, foi a Flórida. Na tarde de ontem (5), o jogador de futebol, o brasileiro Alexandre Pato, deu uma amostra dessa realidade. Ele (31 anos) e sua esposa Rebeca Abravanel (40), receberam suas primeiras doses.

O atleta que mora lá na Flórida, postou em suas redes sociais, o momento dessa grande conquista para eles. E além disso, convocou os demais jovens locais, a partir dos 16 anos, para fazerem o mesmo.

Hoje eu e minha esposa tomamos a primeira vacina, é ótimo ver que dias melhores estão chegando! 🙏🙌 Se você mora na Flórida e tem mais de 18 anos (16+ para a vacina Pfizer), agora pode se registrar online para obter a vacina COVID-19 em myvaccine.fl.gov. Vá buscar o seu e vamos resolver isso juntos. 💜 Hoje eu e minha esposa tomamos nossa primeira dose da vacina para Covid19. E bom ver que dias melhores estão chegando“.

Antes que as más línguas, tentem lacrar com comentários sórdidos… o casal não foi vacinado por ser rico e branco (mesmo porque não poderia furar a fila), mas sim, porque aonde mora, o governo respeita a doença e, principalmente, o seu povo. Pato foi morar nos EUA, após ser contratado pelo Orlando City.

Por aqui, o Ministério da Saúde, além de ainda não ter comprado a vacina na urgência e quantidade que necessitamos, alega ter destinado dinheiro para os estados. Porém, para outras finalidades.

O Ministério da Saúde já destinou aos 26 estados e o Distrito Federal mais de R$ 134 bilhões, sendo que desse total foram R$ 101,2 bilhões para serviços de rotina do SUS, e outros R$ 33,2 bilhões para a Covid-19. Também já foram comprados e distribuídos 28,2 milhões de unidades de medicamentos para auxiliar no tratamento do coronavírus, 357,8 milhões de EPIs, mais de 23,5 milhões de testes de diagnóstico para Covid-19 e 79,9 milhões de doses da vacina contra a gripe, que ajuda a diminuir casos de influenza e demais síndromes respiratórias no meio dos casos de coronavírus“.

Mas a real é… exigimos a disponibilização já, da vacina para todos nós. Em caráter urgentíssimo. Não dá mais para ficar brincando de gestão dessa pandemia mortal. Insistindo com a teimosia da cloroquina, que não tem aprovação da ciência. E mesmo assim, o presidente agora pretende publicitar a falácia do prefeito de Chapecó (SC), que divulgou um vídeo (desmentido pela mídia), dizendo que seu município controlou o vírus com o uso desse medicamento.

Aos seguidores do ‘capitão’, sugiro um mínimo de humanidade. E antes de interpretar essas críticas, como uma perseguição ao comandante, coloquem-se ao menos, no lugar de quem está agora, no leito de uma UTI, ou nos corredores dos hospitais, à espera de uma chance para respirar. Conscientizem-se de uma coisa… fanatismo, não dá imunidade contra esse tal Covid-19.

*Crédito das Fotos: @pato

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