Médico virtual criado para a pandemia, poderá se tornar permanente

Decretada pelo Congresso Nacional e sancionada em abril pelo presidente da República, a Lei Nº 13.989, ‘Dispõe sobre o uso da telemedicina durante a crise causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2)’.

Porém, numa primeira sessão oficial realizada recentemente uma Frente Parlamentar Mista da Telessaúde, composta por cerca de 200 deputados e senadores, ressaltou ser urgente uma lei que regulamente a medicina virtual de forma permanente para pacientes em todo o Brasil. Ou seja, através da tela de um celular, tablet ou computador, o paciente poderá receber uma consulta médica, sem precisar se deslocar fisicamente até um centro de atendimento.

A notícia foi publicada pelo portal Mobile Time e destaca a visão da presidente da Frente Parlamentar e autora da lei que trata do assunto, Adriana Ventura deputada federal pelo Partido Novo-SP, “é possível chegar a qualquer lugar do País com eficiência e rapidez“. Segundo a parlamentar, isso pode diminuir as dificuldades geográficas e possibilitar o acesso à saúde por comunidades remotas, incluindo as indígenas. “A telessaúde representa a democratização do acesso, queremos levar a saúde onde ela não chega, tirar as pessoas das filas, humanizar o atendimento”, acrescentou.

É pensamento do grupo, abrir debates com a sociedade e entidades organizadas sobre o tema. “Esperamos que seja uma união de esforços para a melhoria da saúde da população”, disse a presidente da Frente Parlamentar.

Ao serem ouvidos pelo portal, profissionais do setor da saúde privada também se manifestaram. João Amoroso Lima (FenaSaúde), representante dos planos de saúde é contrário à ideia. A médica Soraya Manato (deputada pelo ES) sugere pagamento mínimo para consulta à distância.

Por sua vez, a Agência Câmara de Notícias pontuou outros tópicos que foram apresentados para a regulamentação da Telessaúde: – inclusão do tema nos currículos das faculdades, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a ênfase na autonomia do profissional de saúde e do paciente para decidirem, por exemplo, se a primeira consulta deve ser presencial ou à distância.

 

*Crédito da Imagem: freepik

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