Discordo das atitudes do presidente. Mas nessas, acho ele tem razão

Eu estou à milhões de anos-luz de distância, de concordar, apoiar ou aplaudir o presidente Jair Bolsonaro, em suas atitudes, ações e estratégias politicas. Porém, um ato já consumado e uma promessa dele, nessa fim de semana, me fizeram escrever esse post para elogiá-lo.

A ato, foi a sua intervenção na Petrobras (se for realmente para rever para baixo, a política de preços dos combustíveis) e parar de ‘assaltar’ todos nós consumidores de gás de cozinha, gasolina e diesel. E a promessa é… “vamos meter o dedo na energia elétrica, que é outro problema também” frase dele sobre a Eletrobrás. Estão aí, duas empresas que vêm metendo a mão nos bolsos de seus respectivos consumidores.

Nesse primeiro momento, me aprofundarei apenas na questão da petroleira. Mas não entrarei aqui, no ‘modus operandi‘ do qual o presidente se valeu para fazer a troca do diretor da estatal. Deixarei isso para os especialistas. Porém, o que quero ressaltar, é uma situação que sempre indaguei e até hoje, não conseguia entender… por quê o Brasil, autossuficiente na produção de petróleo, tem os preços de seus derivados absurdamente tão caro?

As justificativas dadas pela própria Petrobras, lá atrás, eram de que os reajustes (que chegaram a ser quase diário), aconteciam porque as commodities do petróleo brasileiro, estavam atreladas à cotação do dólar. “Os combustíveis derivados de petróleo são commodities e têm seus preços atrelados aos mercados internacionais, cujas cotações variam diariamente, para cima e para baixo. Por isso, a variação dos preços nas refinarias e terminais é importante para que possamos competir de forma eficiente no mercado brasileiro“.

Eu sou um mero cidadão, meramente leigo no quesito política econômica, mas daí aceitar na boa, por exemplo, momentos em que um botijão de gás chegou a custar quase R$90,00 (havia variação de preços Brasil à fora), era demais para minha cabeça. Atualmente, tem cidades onde postos de gasolina estão cobrando R$5,34 no litro. Sem esquecer que o aumento do combustível, impacta diretamente nos preços da cesta básica e outros itens necessários ao nosso consumo.

Esse meu questionamento foi em 2018, em outro texto que publiquei e até fiz referência à comemoração do governo da época, pela descoberta do chamado Pré-sal, num mercado interno onde a empresa praticamente detém o monopólio do segmento. Realmente não dava para entender a prática de preços tão exorbitantes pelos seus derivados.

O primeiro parágrafo do referido post, dizia… Parece que a dona Petrobrás resolveu dar um ‘golpe’ na sociedade brasileira (golpe aqui, não é nenhuma alusão à fala de quem quer que seja). Após os ladrões e corruptos de colarinho branco (publicamente divulgados via Lava Jato), terem roubado seu capital e ‘manchado’ sua imagem, a estatal decidiu praticar uma política dolorosa de reajustes, quase diária, nos preços dos combustíveis dos veículos e no gás de cozinha. E o título era… Vamos pagar pelo ‘rombo’ da Petrobrás?

Exatos três anos depois, essa política ordinária continua. Ou pelo menos, continuava. Já que agora, Bolsonaro admitindo haver falta de fiscalização, (promete endurecer contra o setor) e impostos altos (disse zerará os impostos federais) e com essas e outras medidas, garante que os preços podem cair cerca de 15%. Se isso de fato acontecer, palmas para ele.

Porém, segundo os analistas, a troca do comando da estatal, saindo Roberto Castello Branco e entrando o coronel Joaquim Silva e Luna (mais um militar no alto escalão do governo), não será muito bem recebida pelo mercado. Bom, à nós, só nos resta aguardar pra sabermos, na prática, quem realmente está com a razão.

.

Opinião de Especialistas (Entrevista Rádio CBN: Por Tatiana Vasconcellos e Fernando Andrade)

Clique e ouça… (Incorporado em 25/2)

*Crédito da Foto: Reprodução Imagens Planalto

Deixe um Comentário (digite abaixo)

%d blogueiros gostam disto: