A humilhante forma de pagamento do auxílio emergencial R$600,00

Entra governo, sai governo e o cidadão brasileiro mais humilde, continua sendo tratado com desrespeito, desdém e muita humilhação. Na atual circunstância, essa realidade vem sendo sentida, principalmente por quem está precisando receber o auxílio ’emergencial’ de R$600,00.

Os transtornos e constrangimentos começaram desde o momento do cadastramento no aplicativo criado para essa finalidade. Entre as dezenas de milhões de cidadão(ã)s que recorreram ao programa, quase difícil não encontrar um(a) que não teve problema com isso. Muitos, até hoje não obtiveram a aprovação.

E para piorar, a partir da 2ª parcela, o dinheiro que deveria ser um socorro imediato para ajudar essas pessoas a comprarem comida e outras necessidades básicas para suas famílias, passou a ser aplicado numa conta digital. Impossibilitando o saque após o depósito. Humilhadas, aquelas que não conseguem fazer as transações digitalmente, são obrigadas a esperar vários dias até o valor ser liberado. – Será essas autoridades sabem o que significa não ter o que comer em casa?

Não queiram justificar com explicações técnicas. Isso não encherá a barriga de uma criança faminta. Pois sabemos que verba existe. Basta observarmos quando precisam aportar recursos para negociatas partidárias com seus aliados. O dinheiro brota feito grama, sem precisar apelar para emenda orçamentária.

Por conta dessa nova regra do saque, muita gente está desobedecendo as recomendações do isolamento e resolvendo sair em busca de alguma solução financeira. Afinal, permanecendo confinado, esse auxílio que não é muito, mas é essencial, já não está chegando no momento oportuno. Ou seja, lamentavelmente a escolha parece não ter alternativa. Ou arrisca a contrair o Covid-19 na rua, ou permanece em casa e morre de fome.

Não podemos esquecer, de quê, se dependesse do presidente Jair Bolsonaro, esse benefício seria de apenas R$200,00. Por conta da reação do Congresso, sugerindo R$500,00, o capitão recuou e, para não perder a batalha para os parlamentares e ficar mal com o povo, homologou o valor atual.

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Despreparo

A chegada devastadora do coronavírus por aqui, revelou o despreparo das autoridades ‘competentes’ para lidar com a situação. E nem estou me referindo às medidas preventivas que poderiam ter sido tomadas no início, visto que já era conhecido os efeitos causados na China, por exemplo. Mas sim, a perversidade na mudança repentina na forma de pagamento do benefício, bem como, as próprias lambanças ocorridas no Ministério da Saúde (trocas de ministros) e a falta de sintonia entre os discursos adotados pelo presidente, alguns governadores e prefeitos.

E como massa de manobra, a população ainda continua sem saber a quem obedecer. Se usa e ou, onde deve ou não usar a máscara. Se já pode se aglomerar para tomar um choop numa boa. Ou se já pode sair por aí sem as devidas precauções, como defendem algumas lideranças políticas Brasil à fora.

Mas por outro lado, é bem verdade também quê, está mais do que na hora de a sociedade aprender a ter discernimento próprio, em situações que envolve risco à própria vida, por exemplo. Em pleno século 21, com tanto acesso à informação, é inadmissível depender que algumas figuras públicas, decidam se você deve ou não, morrer de bobeira. – Essa escolha é sua!

*Crédito da Imagem: Divulgação

**Montagem: JC Santana

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